19 de maio de 2009

Obazda


Dos tempos que vivi em Munique, recordo-me deste preparado de queijo que comia com as Bretzel e que se pronuncia “Opatzda”. Apresar de não ter encontrado o queijo Romadur, penso que esta versão não envergonha o original. Se passarem pela Baviera não deixem de provar e, claro, beber umas cervejas!

1 cebola pequena

2 c.sopa (bem cheias) de manteiga

250 g camembert

1 c. chá paprika

1 c. café cominhos

4 c. sopa cerveja (usei Weiss, mas pode ser preta ou outra)

Sal e pimenta q.b.

Na Bimby: colocar a cebola, a manteiga e a cerveja: 15 Seg/Vel 9 e depois 1,5 Min/50º/Vel 2. Temperar. Juntar o camembert e picar: 5 Seg/Vel 7. Rectificar o sal.

No copo da varinha mágica: colocar a cebola cortada, a manteiga mole e a cerveja e picar até que a cebola fique muito picadinha. Temperar. Juntar o camembert e picar até obter uma pasta grumosa. Rectificar o sal.

18 de maio de 2009

Torta de açúcar amarelo e refresco de capilé

As doçuras são loucuras? Pois é. Mas podem trazer-nos maravilhosas lembranças. No sábado de manhã fui com a família ao jardim do Príncipe Real, ao mercado de produtos biológicos (e já só isso chegava para me fazer feliz) quando me cruzei com o Quiosque de Refresco e fiz uma viagem no tempo até à minha infância, até aos fins de tarde na casa da Dédé, em que bebíamos um refresco de xarope de capilé. E foi um desses refrescos que bebi neste quiosque, onde encontrei igualmente uma série de coisas boas, do “antigamente”, para beber, e outras preciosidades para comer. O refresco de capilé é feito à base de xarope de avenca. O xarope de compra não será tão bom mas é sempre uma alternativa. Há mais dois quiosques: um no Largo de Camões e outro na Praça das Flores. A ideia de recuperar estas coisas, não podia ter sido melhor. 

Refresco:

25 a 50 mL de xarope capilé

1 casca de limão

2,5 dL água fresca

Gelo a gosto

Stirred not shaken.



A tortinha, pois só usei 6 ovos (não fosse a coisa não resultar), é um ensaio para reproduzir uma que comi, que tenho na lembrança, mas de que não tenho receita. O resultado em nada se parece ao da lembrança, mas é igualmente bom. Os meus colegas provaram e aprovaram.

Torta:

6 ovos

250 g açúcar amarelo

1 c. sopa maisena

Raspa e sumo de um limão pequeno


Aquecer o forno a 180º C.

Misturar bem o açúcar e a maisena. Adicionar o sumo e a raspa de limão. Juntar os ovos e bater bem.

Na Bimby: Colocar a casca do limão sem a parte branca, juntar o açúcar e a maisena e triturar 10 seg/Vel 9. Colocar a borboleta. Juntar o sumo e os ovos e bater 5 Min/37º/Vel 4.

Untar um tabuleiro com manteiga, forrar com papel vegetal e voltar a untar. Colocar a massa e levar ao forno 20 min. Verificar a cozedura com um palito.

Estender um pano de cozinha molhado (torcido) na mesa em que se vai enrolar a torta, desenformar a torta para cima do pano, remover o papel e com a ajuda do pano enrolar enquanto quente. Colocar na torteira depois de frio.


17 de maio de 2009

Wraps de salmão e rúcola selvagem


Os meus wraps preferidos são os de salmão, mas nunca tinha feito com rúcola. Adorámos.

Obrigada Luísa pela dica.


1 embalagem de 6 tortilhas (usei da Bimbo)

1 embalagem de queijo creme magro (usei Philadelphia light)

250 g de salmão fumado (usei o do Lidl)

1 embalagem de rúcola selvagem lavada

Sumo de limão q.b.

Borrifar as tortilhas e colocá-las no microondas 15 segundos (ou conforme as indicações da embalagem).

Barrar cada tortilha com o queijo, colocar por cima uns filetes de salmão, deitar por cima uns pingos de limão, a rúcola e enrolar em charuto. E já está!

15 de maio de 2009

Conchas de massa com espinafres e requeijão

Voltando às massas, à minha querida Bimby e à pasta al forno, deixo aqui esta receita. Por falar em pasta al forno, vi uma delícia de filme nesta segunda feira: Pranzo di Ferragosto (Almoço de 15 de Agosto), um filme italiano feito com poucos recursos mas que impressiona por ser tão verdadeiro. A tradução é fraca mas a comédia é boa.

Quanto à receita, podemos encontrá-la no Fórum Bimby (publicada por Noggy) ou no livro (da Bimby) de Massas, p. 54. Em vez de conchas usei Lumaconi da Garofalo.



14 de maio de 2009

Salmão à finlandesa


Esta é uma das receitas simples, de que já perdi a conta de quantas vezes fiz, e que transforma o salmão no rei da festa. Aprendi a receita em Helsínquia, por isso chamo a receita desta forma. Na praça do peixe, na Finlândia, aprendi a arranjar o salmão de uma forma interessante: as postas são cortadas ao meio, de forma a retirar as espinhas, com o cuidado de não danificar a pele. A posta é então aberta, de forma que a pele de um e de outro lado contacte uma com a outra, e o peixe sem espinhas fique para o exterior. Muitas vezes, como no caso de hoje, usei lombos de salmão, também designado pela minha filha como peixe-das-princesas, ou não fosse cor-de-rosa.

7 lombinhos de salmão

2 c. sopa de manteiga

200 g miolo de camarão

1 cebola

1 pacote de natas ligeiras (ou light) para culinária

Aneto

Sal e pimenta

1-     Num tacho largo ou frigideira, colocar a manteiga a derreter e colocar os lombos de salmão. Temperar com sal e pimenta. Com o lume muito brando para não queimar a manteiga, deixar que o peixe doure ligeiramente de ambos os lados.

2-     Quando o peixe estiver cozinhado, retirá-lo para um prato e reservar.

3-     Mantendo o lume suave, adicionar a cebola em lamelas finas e deixar que dourem. Colocar uma tampa para que amoleçam mais facilmente.

4-     Adicionar os camarões para os saltear.

5-     Adicionar as natas e mexer. Deixar que levantem fervura.

6-     Recolocar o peixe no tacho, aproveitando o molho que eventualmente se tenha acumulado no prato, e envolver as postas no molho, com cuidado, para não desfazer o peixe. Rectificar os temperos e polvilhar com aneto fresco ou seco.

7- Tapar até ao momento de servir para que se percam os aromas. Antes de servir polvilhar com mais aneto. 

Acompanho sempre com batatinhas primor cozidas (com água, sal e hortelã) e temperadas com azeite e, ainda, uma salada verde. O aneto ou endro dá ao salmão um sabor inconfundível. Às vezes encontro aneto fresco nos produtos biológicos dos supermercados. O que me sobra, pico e congelo. Desta vez usei seco, da marca Ducros, com o nome de “Eneldo”. O El Corte Inglês tem aneto seco da própria marca.

13 de maio de 2009

Spinacino ripieno


A ponta da alcatra é uma carne muito saborosa, por vezes negligenciada, e que se presta a ser recheada. Esta é uma receita de família da minha amiga e colega italiana. As medidas que aqui apresento são meramente indicativas. Os ingredientes do recheio podem ser proporcionalmente aumentados, consoante a bolsa que se fizer na carne para colocar o recheio. Deve esperar-se que a carne arrefeça um pouco antes de a fatiar.

500 g de ponta da alcatra (usei de vitelão)

1 ovo mexido (bati-o, cozinhei-o no microondas e mexi-o com um garfo)

100 g de parmesão ralado

1 molho pequeno de salsa picada

1 cebola

40 g de azeite

1 copo de vinho branco

Sal e pimenta

1- Abrir uma bolsa na carne a partir da parte mais larga.

2- Misturar o ovo, a salsa e o queijo e rechear a carne. Com a ajuda de fio de cozinha, cozer a abertura.

3- Temperar a carne com sal e pimenta.

4- Num tabuleiro colocar o azeite, a cebola às rodelas e por cima a carne. Regar com o vinho e levar ao forno aquecido a 250º C. Passados 10 minutos, virar a peça, reduzir a temperatura para 180º C e deixar assar. Neste caso, assou cerca de 40 minutos, por ser uma peça pequena. Durante a assadura, regar com o molho e se necessário adicionar água ao tabuleiro.

Serve-se com o molho. Na pressa de tirar a foto, nem sequer coloquei o molho da carne. Além dos acompanhamentos tradicionais gosto de legumes grelhados (beringela, curgete, pimentos) temperados com azeite.

12 de maio de 2009

Cream scones para o chá das 5

Chá e scones. Está tudo dito. Descobri esta receita de scones num livro que comprei, imaginem, no Lidl! O título do livro é Muffins, mas traz receitas de muffins, bagels, donuts e cookies. E scones. Cá ponho a adaptação à Bimby, mas isto não tem nada que saber. Estes são dedicados à família que vive agora em terras de Sua Majestade.



A receita:

250 g farinha

1 c. chá fermento em pó

1 c. chá fermento de padeiro seco (Fermipan ou análogo)

75 g manteiga

65 g açúcar

1 pitada de sal

140 g natas

1 c. sopa de vinagre balsâmico (ou outro)

Ovo batido para pincelar

1- Pré-aquecer o forno a 210º C (190º C, se o forno for ventilado). Preparar um tabuleiro forrando-o com papel vegetal.

2- Misturar a farinha, os fermentos, o sal, o açúcar e a manteiga até obter uma massa grumosa (10 Seg/Vel 6).


3- Juntar as natas e o vinagre e amassar (3 Min/Vel espiga).

4- Numa bancada enfarinhada, estender a massa com 2 cm de altura e cortar rodelas com a ajuda de um copo. Ou podem tender-se bolinhas com a mão.

5- Pincelar os scones com o ovo batido e levar ao forno durante 15 min.

 

Gosto deles quentes com doce. A foto já só apanhou os que não foram comidos praticamente a sair do forno