21 de maio de 2009

Os restos vestiram-se de gala

Para esta receita inspirei-me numa que está publicada na Marie Claire idées, nº 67, mas que não tinha nada a ver com “revisões-da-matéria-dada”. Fiz com arroz (era arroz branco, mas podia ser qualquer outro), mas penso que com batatas não seria pior. Os cogumelos salteados, só por si, constituem uma óptima entrada (com pão torrado).

Pode acompanhar-se ou não com molho. Como gostei com molho, deixo a receita.

400 g de arroz cozido

1 posta grande de bacalhau cozido, desfiado, sem pele nem espinhas

(ou 2 postas de outro peixe; ou uma lata grande de atum)

1 cebola cortada às lamelas

1 folha de louro

30 g de azeite

1 c. chá de molho inglês

1 c. chá de aneto em pó

4 ovos cozidos

400 g cogumelos salteados com alho (receita mais abaixo)

2 c. sopa de maionese

1 placa de massa folhada rectangular (comprei um rolo de massa folhada fresca no Lidl)

1 gema batida

 Molho: (opcional)

1 dL natas espessas

1 dL iogurte natural

Aneto ou cebolonho picado

2 c. sopa sumo de limão

 Cogumelos salteados com alho (livro base da Bimby, p.34 )

 400 g cogumelos

(se forem frescos: lavar e branquear com sumo de limão)

4-5 dentes de alho

70 g de azeite

Folhas de 6 pés de salsa

Sal e pimenta q.b.

 Na Bimby:

1-     No copo colocar os alhos e a salsa e picar 6 Seg/Vel 5.

2-     Colocar a borboleta, juntar o resto dos ingredientes e programar 12 Min/100º/Vel 1.

3-     Retirar o copinho, colocar o cesto invertido por cima da tampa e programar 5 Min/Varoma/Vel 1.

Preparação:

a- Polvilhar o arroz com o aneto, misturar e reservar.

b- Numa frigideira amolecer a cebola com o azeite e a folha de louro, deixar alourar e juntar o bacalhau. Deixar saltear e temperar com molho inglês.

c- Aquecer o forno a 220º C.

d- Num prato ou tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa, deitar metade do arroz, fazendo um uma camada com a forma de um olho. Por cima colocar os ovos às rodelas e calcar. De seguida, colocar a cebolada de bacalhau, calcando bem e, de seguida, os cogumelos salteados, mas sem o molho. Tentar respeitar a forma da base. Colocar o restante arroz por cima e calcar bem (com a ajuda dos dedos é melhor), dando forma ao nosso peixão. Com a ajuda de um rapa ou as costas de uma colher espalhar a maionese por cima.

e- Estender a massa folhada por cima do preparado, de forma a cobri-lo. Com uma faca, cortar os excessos de massa, dando 1 cm de rebordo e criando o rabo do peixe. Com ajuda da faca desenhar as escamas e sobrepor um laçarote de massa por cima do rabo, para dar mais volume.

f- Pincelar com a gema batida e levar ao forno até ficar tostadinho e a massa cozida.

g- Para o molho, basta misturar todos os ingredientes.

20 de maio de 2009

Pão de pyrex

Esta é uma receita com muito sucesso cá em casa e que faço muitas vezes para lanches ou ceias. Não é preciso esperar para levedar a massa, não é preciso pré-aquecer o forno. E o resultado é sempre bom!. É preciso um pyrex com tampa, embora se possa usar uma forma que vá ao forno e tenha tampa. O meu pyrex tem 23 cm de diâmetro na abertura.

www.woburn-china.com

A receita que sigo pode ser encontrada no Forum Bimby (podem abrir os mais de 200 comentários, para ver múltiplas versões deste pãozinho). Esta mensagem é também uma homenagem à IRebelo, provavelmente, a contribuição mais inteligente e amorosa que passou pelo Forum. Tenho elegido e realizado muitas das suas receitas. Esta que aqui fica contém já rectificações relativamente à quantidade de sal.

175 g água

20 g azeite

15 g fermento de padeiro (compro em cubos no supermercado; como cada cubo tem 25 g, faço uma divisão geométrica do cubo em vez de pesar)

300 g farinha

1 c. chá sal

Azeite e farinha q.b.

Sem Bimby: Desfazer o fermento na água tépida. Colocar o azeite, a farinha e o sal e amassar bem até se conseguir uma boa consistência, usando um pouco mais de farinha se necessário. Seguir a partir do ponto 5, abaixo descrito.

Com Bimby:

1-     Colocar no copo: a agua, o azeite e o fermento de padeiro.

2-     Programar: 2 Min/37º/Vel 2.

3-     Adicionar a farinha, o sal e programar: 10 Seg/Vel 6 e depois 2 Min/ Vel espiga.

4-     Enquanto está a amassar verificar através do bucal se a massa está descolada das paredes do copo. Juntar um pouco mais de farinha até a massa começar a descolar das paredes do copo.

5-     Untar um pyrex com tampa.

6-     Com as mãos enfarinhadas, retirar a massa do copo, dar-lhe a forma de bola e colocar no pyrex.

7-     Com uma faca, fazer uns cortes na superfície da massa, pincelar com azeite e polvilhar com farinha.

8-     Levar ao forno frio e programar a temperatura de 220º C. Deverá estar pronto ao fim de 40-50 min, altura em que fica dourado.









19 de maio de 2009

Obazda


Dos tempos que vivi em Munique, recordo-me deste preparado de queijo que comia com as Bretzel e que se pronuncia “Opatzda”. Apresar de não ter encontrado o queijo Romadur, penso que esta versão não envergonha o original. Se passarem pela Baviera não deixem de provar e, claro, beber umas cervejas!

1 cebola pequena

2 c.sopa (bem cheias) de manteiga

250 g camembert

1 c. chá paprika

1 c. café cominhos

4 c. sopa cerveja (usei Weiss, mas pode ser preta ou outra)

Sal e pimenta q.b.

Na Bimby: colocar a cebola, a manteiga e a cerveja: 15 Seg/Vel 9 e depois 1,5 Min/50º/Vel 2. Temperar. Juntar o camembert e picar: 5 Seg/Vel 7. Rectificar o sal.

No copo da varinha mágica: colocar a cebola cortada, a manteiga mole e a cerveja e picar até que a cebola fique muito picadinha. Temperar. Juntar o camembert e picar até obter uma pasta grumosa. Rectificar o sal.

18 de maio de 2009

Torta de açúcar amarelo e refresco de capilé

As doçuras são loucuras? Pois é. Mas podem trazer-nos maravilhosas lembranças. No sábado de manhã fui com a família ao jardim do Príncipe Real, ao mercado de produtos biológicos (e já só isso chegava para me fazer feliz) quando me cruzei com o Quiosque de Refresco e fiz uma viagem no tempo até à minha infância, até aos fins de tarde na casa da Dédé, em que bebíamos um refresco de xarope de capilé. E foi um desses refrescos que bebi neste quiosque, onde encontrei igualmente uma série de coisas boas, do “antigamente”, para beber, e outras preciosidades para comer. O refresco de capilé é feito à base de xarope de avenca. O xarope de compra não será tão bom mas é sempre uma alternativa. Há mais dois quiosques: um no Largo de Camões e outro na Praça das Flores. A ideia de recuperar estas coisas, não podia ter sido melhor. 

Refresco:

25 a 50 mL de xarope capilé

1 casca de limão

2,5 dL água fresca

Gelo a gosto

Stirred not shaken.



A tortinha, pois só usei 6 ovos (não fosse a coisa não resultar), é um ensaio para reproduzir uma que comi, que tenho na lembrança, mas de que não tenho receita. O resultado em nada se parece ao da lembrança, mas é igualmente bom. Os meus colegas provaram e aprovaram.

Torta:

6 ovos

250 g açúcar amarelo

1 c. sopa maisena

Raspa e sumo de um limão pequeno


Aquecer o forno a 180º C.

Misturar bem o açúcar e a maisena. Adicionar o sumo e a raspa de limão. Juntar os ovos e bater bem.

Na Bimby: Colocar a casca do limão sem a parte branca, juntar o açúcar e a maisena e triturar 10 seg/Vel 9. Colocar a borboleta. Juntar o sumo e os ovos e bater 5 Min/37º/Vel 4.

Untar um tabuleiro com manteiga, forrar com papel vegetal e voltar a untar. Colocar a massa e levar ao forno 20 min. Verificar a cozedura com um palito.

Estender um pano de cozinha molhado (torcido) na mesa em que se vai enrolar a torta, desenformar a torta para cima do pano, remover o papel e com a ajuda do pano enrolar enquanto quente. Colocar na torteira depois de frio.


17 de maio de 2009

Wraps de salmão e rúcola selvagem


Os meus wraps preferidos são os de salmão, mas nunca tinha feito com rúcola. Adorámos.

Obrigada Luísa pela dica.


1 embalagem de 6 tortilhas (usei da Bimbo)

1 embalagem de queijo creme magro (usei Philadelphia light)

250 g de salmão fumado (usei o do Lidl)

1 embalagem de rúcola selvagem lavada

Sumo de limão q.b.

Borrifar as tortilhas e colocá-las no microondas 15 segundos (ou conforme as indicações da embalagem).

Barrar cada tortilha com o queijo, colocar por cima uns filetes de salmão, deitar por cima uns pingos de limão, a rúcola e enrolar em charuto. E já está!

15 de maio de 2009

Conchas de massa com espinafres e requeijão

Voltando às massas, à minha querida Bimby e à pasta al forno, deixo aqui esta receita. Por falar em pasta al forno, vi uma delícia de filme nesta segunda feira: Pranzo di Ferragosto (Almoço de 15 de Agosto), um filme italiano feito com poucos recursos mas que impressiona por ser tão verdadeiro. A tradução é fraca mas a comédia é boa.

Quanto à receita, podemos encontrá-la no Fórum Bimby (publicada por Noggy) ou no livro (da Bimby) de Massas, p. 54. Em vez de conchas usei Lumaconi da Garofalo.



14 de maio de 2009

Salmão à finlandesa


Esta é uma das receitas simples, de que já perdi a conta de quantas vezes fiz, e que transforma o salmão no rei da festa. Aprendi a receita em Helsínquia, por isso chamo a receita desta forma. Na praça do peixe, na Finlândia, aprendi a arranjar o salmão de uma forma interessante: as postas são cortadas ao meio, de forma a retirar as espinhas, com o cuidado de não danificar a pele. A posta é então aberta, de forma que a pele de um e de outro lado contacte uma com a outra, e o peixe sem espinhas fique para o exterior. Muitas vezes, como no caso de hoje, usei lombos de salmão, também designado pela minha filha como peixe-das-princesas, ou não fosse cor-de-rosa.

7 lombinhos de salmão

2 c. sopa de manteiga

200 g miolo de camarão

1 cebola

1 pacote de natas ligeiras (ou light) para culinária

Aneto

Sal e pimenta

1-     Num tacho largo ou frigideira, colocar a manteiga a derreter e colocar os lombos de salmão. Temperar com sal e pimenta. Com o lume muito brando para não queimar a manteiga, deixar que o peixe doure ligeiramente de ambos os lados.

2-     Quando o peixe estiver cozinhado, retirá-lo para um prato e reservar.

3-     Mantendo o lume suave, adicionar a cebola em lamelas finas e deixar que dourem. Colocar uma tampa para que amoleçam mais facilmente.

4-     Adicionar os camarões para os saltear.

5-     Adicionar as natas e mexer. Deixar que levantem fervura.

6-     Recolocar o peixe no tacho, aproveitando o molho que eventualmente se tenha acumulado no prato, e envolver as postas no molho, com cuidado, para não desfazer o peixe. Rectificar os temperos e polvilhar com aneto fresco ou seco.

7- Tapar até ao momento de servir para que se percam os aromas. Antes de servir polvilhar com mais aneto. 

Acompanho sempre com batatinhas primor cozidas (com água, sal e hortelã) e temperadas com azeite e, ainda, uma salada verde. O aneto ou endro dá ao salmão um sabor inconfundível. Às vezes encontro aneto fresco nos produtos biológicos dos supermercados. O que me sobra, pico e congelo. Desta vez usei seco, da marca Ducros, com o nome de “Eneldo”. O El Corte Inglês tem aneto seco da própria marca.